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"Eu jamais iria para a fogueira por uma opinião minha, afinal, não tenho certeza alguma. Porém, eu iria pelo direito de ter e mudar de opinião, quantas vezes eu quisesse." Friedrich Nietzsche *

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Domingo, Maio 23, 2004


A TV do futuro em minha casa
Você já imaginou, leitor, o que significa ter em casa uma televisão com mais de 150 canais que lhe permita, entre outras coisas, gravar em disco rígido até 50 horas de programas, transferir as melhores imagens ou programas para seu computador e fazer sua videoteca digital pessoal, incluindo coleções de filmes, documentários, entrevistas, reportagens, concertos ou partidas de futebol?

Antes de qualquer resposta, relembro que por volta de 1985 alguns amigos me chamaram de maluco quando publiquei um artigo, com base na opinião de especialistas, prevendo que, em menos de duas décadas, centenas de milhares de brasileiros estariam recebendo em casa mais de 150 canais de TV, nacionais e internacionais, com som e imagem digitais, captados diretamente do satélite, por meio de uma pequena antena parabólica de apenas 60 centimetros de diâmetro. E mais, escrevi, que poderíamos gravar qualquer programa em discos rígidos para assistir posteriormente aos melhores trechos ou programas, à hora que quiséssemos, podendo rever e editar esse material ao nosso bel prazer.

Pois bem, tudo isso se tornou realidade em menos de duas décadas. Até o sistema de gravação digital em disco rígido, sobre o qual pretendo falar aqui. Como dizem os especialistas, as telecomunicações estão determinando a morte da distância. De minha parte, afirmo que a convergência digital concretiza o sonho da ubiqüidade, ao quebrar as barreiras do tempo e do espaço nas comunicações.

Eu e a Sky - Não sou fanático por televisão, mas tenho que sintonizar todos os dias, por interesse profissional, alguns dos canais pagos da rede Sky, porque eles são boa fonte de informação, principalmente, os de telejornalismo, tais como Globo News, Bloomberg, CNN (inglês e espanhol), BBC International, ou boas emissoras, como TV Cultura, RTP (Portugal), TV 5 (francesa) e Discovery.

É claro que a Sky tem de tudo, do melhor ao pior, para atender a todos os gostos, como outras redes do mundo. O que vale, na realidade, é esse leque tão amplo de escolha que nos oferece entre seus 150 canais.

Mas eu tenho outra razão especial de interesse pela TV por assinatura e, em particular, a do tipo Direct-to-Home (DTH). É que, morando próximo à Granja Viana, onde não chega até hoje nenhuma outra forma de televisão por assinatura, TV a cabo ou via microondas, eu esperava ansiosamente pela DTH, via satélite. Assim, quando nasceu a Sky, há sete anos, fui literalmente o primeiro cliente a aderir a esse serviço.

Pois bem, é nessa condição de cliente mais antigo, que tem pago como qualquer outro pelos serviços da Sky, desde 4 de novembro de 1996, que saúdo com entusiasmo a chegada de um novo avanço tecnológico, da mesma forma que, como assinante, tenho feito duras críticas quando enfrento problemas de atendimento dessa e de outras provedoras de TV paga brasileiras, como ocorre quando tenho que falar com seus call-centers.

Sei também que jornalistas não costumam aplaudir. Os mais durões não fazem elogios nem aos heróis de nossa história, nem, muito menos, a empresas prestadoras de serviços. De minha parte, não tenho essa trava mental e tento registrar também as coisas boas que surgem ou ainda existem no mundo.

Que é Sky Mais? ¿ O Brasil é o quinto país do mundo -- depois de Estados Unidos, Reino Unido,

Canadá e França - a dispor de um serviço do tipo Personal Vídeo Recorder (PVR) que a Sky batizou pelo nome comercial de Sky+ (Sky Mais). Utilizando apenas um controle remoto universal, o assinante seleciona, grava e reproduz programas na hora que lhe for mais conveniente. Tudo fácil, sem complicação. Até sua sogra pode operá-lo, leitor.

O aparelho de gravação do Sky+ tem capacidade para armazenar até 80 Gigabytes de som e imagem, ou algo como 50 horas. Acoplado ao receptor de Pay TV, o equipamento é acionado ou programado pelo assinante, para trechos ou a totalidade dos programas, para serem vistos posteriormente. E, enquanto o aparelho grava um programa, o telespectador ainda pode acompanhar a transmissão normal em qualquer outro canal.

O Sky+ arquiva os programas escolhidos num disco rígido e os reproduz no horário que o usuário prefere. Além disso, dá acesso a todas as todas as demais funcionalidades já oferecidas e disponíveis aos assinantes Sky, tais como guia eletrônico de programação, autocensura, interatividade, reserva de programas, sinopses, escolha de áudio e legenda entre outras. Possui interface Universal Serial Bus (USB), que permite conexão de outros equipamentos, tais como teclado, joystick, câmeras digitais e discos rígidos (HDs).

Entre os recursos técnicos do serviço Sky+, vale a pena mencionar a saída de áudio Dolby Digital 5.1 e as saídas ópticas, às quais podem ser conectados sistemas de home theaters, com toda a sofisticação acústica desses ambientes. A função pausa (pause) permite congelar a exibição de um programa, para voltar a vê-lo mais tarde, o que é particularmente valioso no caso de programas ao vivo, que não voltarão a ser reexibidos.

Com esses recursos, a vida ganha replay de tudo, na hora que quisermos.

Personalização - Liberdade e flexibilidade são, talvez, os dois sonhos mais intensamente acalentados pelos espectadores de Pay TV. Nesse sentido, um dos grandes méritos do Sky+ é permitir que gravemos um programa de um canal enquanto assistimos a outro. Enquanto Monica vê a novela ou o Animal Planet e eu escrevo meus artigos, o Sky+ vai gravando os melhores lances da última derrota de meu glorioso e sofrido Corinthians.

Para Ricardo Miranda, diretor geral da Sky Brasil, o novo serviço de gravação proporciona ¿personalização, conveniência e comodidade", permitindo que assinantes sejam "seus próprios diretores de programação e montem sua grade de programas como realmente quiserem." Para ter acesso ao Sky+, os assinantes terão que adquirir um decodificador especial, por R$ 1.499,00 e pagar a assinatura mensal de R$ 19,90.




A TV do futuro em minha casa
Você já imaginou, leitor, o que significa ter em casa uma televisão com mais de 150 canais que lhe permita, entre outras coisas, gravar em disco rígido até 50 horas de programas, transferir as melhores imagens ou programas para seu computador e fazer sua videoteca digital pessoal, incluindo coleções de filmes, documentários, entrevistas, reportagens, concertos ou partidas de futebol?

Antes de qualquer resposta, relembro que por volta de 1985 alguns amigos me chamaram de maluco quando publiquei um artigo, com base na opinião de especialistas, prevendo que, em menos de duas décadas, centenas de milhares de brasileiros estariam recebendo em casa mais de 150 canais de TV, nacionais e internacionais, com som e imagem digitais, captados diretamente do satélite, por meio de uma pequena antena parabólica de apenas 60 centimetros de diâmetro. E mais, escrevi, que poderíamos gravar qualquer programa em discos rígidos para assistir posteriormente aos melhores trechos ou programas, à hora que quiséssemos, podendo rever e editar esse material ao nosso bel prazer.

Pois bem, tudo isso se tornou realidade em menos de duas décadas. Até o sistema de gravação digital em disco rígido, sobre o qual pretendo falar aqui. Como dizem os especialistas, as telecomunicações estão determinando a morte da distância. De minha parte, afirmo que a convergência digital concretiza o sonho da ubiqüidade, ao quebrar as barreiras do tempo e do espaço nas comunicações.

Eu e a Sky - Não sou fanático por televisão, mas tenho que sintonizar todos os dias, por interesse profissional, alguns dos canais pagos da rede Sky, porque eles são boa fonte de informação, principalmente, os de telejornalismo, tais como Globo News, Bloomberg, CNN (inglês e espanhol), BBC International, ou boas emissoras, como TV Cultura, RTP (Portugal), TV 5 (francesa) e Discovery.

É claro que a Sky tem de tudo, do melhor ao pior, para atender a todos os gostos, como outras redes do mundo. O que vale, na realidade, é esse leque tão amplo de escolha que nos oferece entre seus 150 canais.

Mas eu tenho outra razão especial de interesse pela TV por assinatura e, em particular, a do tipo Direct-to-Home (DTH). É que, morando próximo à Granja Viana, onde não chega até hoje nenhuma outra forma de televisão por assinatura, TV a cabo ou via microondas, eu esperava ansiosamente pela DTH, via satélite. Assim, quando nasceu a Sky, há sete anos, fui literalmente o primeiro cliente a aderir a esse serviço.

Pois bem, é nessa condição de cliente mais antigo, que tem pago como qualquer outro pelos serviços da Sky, desde 4 de novembro de 1996, que saúdo com entusiasmo a chegada de um novo avanço tecnológico, da mesma forma que, como assinante, tenho feito duras críticas quando enfrento problemas de atendimento dessa e de outras provedoras de TV paga brasileiras, como ocorre quando tenho que falar com seus call-centers.

Sei também que jornalistas não costumam aplaudir. Os mais durões não fazem elogios nem aos heróis de nossa história, nem, muito menos, a empresas prestadoras de serviços. De minha parte, não tenho essa trava mental e tento registrar também as coisas boas que surgem ou ainda existem no mundo.

Que é Sky Mais? ¿ O Brasil é o quinto país do mundo -- depois de Estados Unidos, Reino Unido,

Canadá e França - a dispor de um serviço do tipo Personal Vídeo Recorder (PVR) que a Sky batizou pelo nome comercial de Sky+ (Sky Mais). Utilizando apenas um controle remoto universal, o assinante seleciona, grava e reproduz programas na hora que lhe for mais conveniente. Tudo fácil, sem complicação. Até sua sogra pode operá-lo, leitor.

O aparelho de gravação do Sky+ tem capacidade para armazenar até 80 Gigabytes de som e imagem, ou algo como 50 horas. Acoplado ao receptor de Pay TV, o equipamento é acionado ou programado pelo assinante, para trechos ou a totalidade dos programas, para serem vistos posteriormente. E, enquanto o aparelho grava um programa, o telespectador ainda pode acompanhar a transmissão normal em qualquer outro canal.

O Sky+ arquiva os programas escolhidos num disco rígido e os reproduz no horário que o usuário prefere. Além disso, dá acesso a todas as todas as demais funcionalidades já oferecidas e disponíveis aos assinantes Sky, tais como guia eletrônico de programação, autocensura, interatividade, reserva de programas, sinopses, escolha de áudio e legenda entre outras. Possui interface Universal Serial Bus (USB), que permite conexão de outros equipamentos, tais como teclado, joystick, câmeras digitais e discos rígidos (HDs).

Entre os recursos técnicos do serviço Sky+, vale a pena mencionar a saída de áudio Dolby Digital 5.1 e as saídas ópticas, às quais podem ser conectados sistemas de home theaters, com toda a sofisticação acústica desses ambientes. A função pausa (pause) permite congelar a exibição de um programa, para voltar a vê-lo mais tarde, o que é particularmente valioso no caso de programas ao vivo, que não voltarão a ser reexibidos.

Com esses recursos, a vida ganha replay de tudo, na hora que quisermos.

Personalização - Liberdade e flexibilidade são, talvez, os dois sonhos mais intensamente acalentados pelos espectadores de Pay TV. Nesse sentido, um dos grandes méritos do Sky+ é permitir que gravemos um programa de um canal enquanto assistimos a outro. Enquanto Monica vê a novela ou o Animal Planet e eu escrevo meus artigos, o Sky+ vai gravando os melhores lances da última derrota de meu glorioso e sofrido Corinthians.

Para Ricardo Miranda, diretor geral da Sky Brasil, o novo serviço de gravação proporciona ¿personalização, conveniência e comodidade", permitindo que assinantes sejam "seus próprios diretores de programação e montem sua grade de programas como realmente quiserem." Para ter acesso ao Sky+, os assinantes terão que adquirir um decodificador especial, por R$ 1.499,00 e pagar a assinatura mensal de R$ 19,90.




O mundo de 2015 vai superar a ficção
Em 2015, milhões de brasileiros estarão usando supercomputadores de bolso em seu dia-a-dia. O número de usuários de celular no mundo ultrapassará os 3 bilhões, para uma população global de 7,2 bilhões de habitantes. Ao nascer, cada criança receberá um número universal para seu telefone principal, fixo ou móvel. E uma senha eletrônica para acesso à Web. Satélites girarão em torno da Terra, em formação, como esquadrilhas de aviões, às centenas, oferecendo-nos mil opções de lazer e informação. A quarta geração de celulares, 4G, interligará todas as redes, viabilizando a computação sem limites, a pervasive computing.

Bilhões de minúsculos microprocessadores com capacidade de comunicação estarão espalhados por todos os lugares, invisíveis, embutidos nas roupas das pessoas, nas paredes, nos semáforos ou nos automóveis. Eles controlarão o trânsito. Reconhecerão a placa de carros roubados. Identificarão o rosto de bandidos, chamarão a polícia e informarão o cidadão de tudo o que se passa à sua volta. Adeus, privacidade. O comércio eletrônico móvel estará explodindo. Seremos, então, milhões de consumidores móveis ou m-consumers, a fazer compras, doidamente, em qualquer lugar, no automóvel, no avião, na praia, na rua ou no meio do mato. E pagando tudo com cartões de crédito virtuais instalados no celular.

Quer um VTC? - E os produtos? Calma. Anuncio a vocês, em primeira mão, o VTC - abreviatura de video-telephone-computer. Do tamanho de um livro de bolso, ele será um híbrido de celular, computador e receptor de TV digital. Com acesso ultra-rápido à Web, e capaz de traduzir automaticamente quatro línguas, ele será o dream gadget do executivo. Já estou usando um precursor do VTC, bem menos talentoso. Com ele, acesso a internet e falo com o mundo, aqui, ou viajando pela Europa ou Estados Unidos. Querem mais? Em 2015, as máquinas falarão. Quase como gente. Os sistemas de localização (Global Positioning Satellite-GPS) estarão em nosso cotidiano.

Embutiremos chips no sapato das crianças, na coleira dos bichos de estimação, no chifre das vacas de raça e na pele dos vips e big shots que precisam ser localizados com urgência, quando seqüestrados.

E o Brasil? - Em 2015, as fibras ópticas interligarão o Brasil do Oiapoque ao Chuí. As novas redes Wi-Fi (Wireless-Fidelity), sem fio, de banda larga, cobrirão a maioria das cidades, com acesso gratuito em muitas delas. A informatização pública maciça poderá realizar o sonho do governo eletrônico, que vence a burocracia e a lentidão da Justiça.

O mundo do entretenimento ganhará DVDs de alta definição. O som dos novos CDs se tornará mais espacial, envolvente, multicanal, próximo da fidelidade absoluta. A tecnologia digital de áudio e vídeo estará cada dia mais integrada, consolidando a fusão entre TV e cinema. O Video on Demand (VOD) ou sob encomenda, triunfará, finalmente, como negócio rentável. Os novos home theaters, de alta definição, chegarão à classe C. A escola se tornará ubíqua, presente em todos os lugares. Educação e entretenimento convergirão, sempre e cada dia mais, tornando a aprendizagem muito mais criativa e interessante.

Fiquei louco? - Não, leitor, não enlouqueci. E explico. Entre tantos livros magníficos que li, dois me fascinaram: Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, e 1984, de George Orwell.

Felizmente, a visão catastrófica de ambos não se concretizou. Mas quase.

Diferentemente dos ficcionistas, além de ter menos talento, busco sintetizar neste artigo a visão de cientistas, que preferem ver o futuro como desdobramento do presente, via extrapolação tecnológica. Até porque as alavancas que nos impulsionam para 2015 estão aí, diante de nossos olhos, como forças de transformação da realidade. Essas forças, como o leitor está mais do que ciente, incluem a microeletrônica, o software, as fibras ópticas, as redes sem fio e a internet. E tudo o mais que revoluciona o mundo digital.

ITU me inspirou - Consolidei esta visão de 2015 ao ler, via internet, a síntese das apresentações que serão feitas daqui a alguns dias por conferencistas notáveis no fórum mundial ITU Telecom World 2003. Não invento nem aumento. Apenas traduzo aqui suas idéias com minhas palavras. Imaginem com que entusiasmo estou viajando para Genebra, para cobrir pela nona vez a Telecom World, e ter o privilégio de ouvir e entrevistar esses caras geniais. Realizado a cada quatro anos pela União Internacional de Telecomunicações (ITU), esse megaevento, que inclui exposição e fórum notáveis, será aberto domingo pelo secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, com a presença de governantes, líderes de todo o mundo, cientistas e personalidades do setor como: John Chambers, presidente da Cisco; Carly Fiorina, presidente da HP; Irwin Jacobs, presidente da Qualcomm Inc.; professor Eli Noam, da Columbia University; Sean Maloney, vice-presidente da Intel; Tom Evslim, presidente da ITXC; Yoshio Utsumi, secretário-geral da ITU, e o vice da entidade, o brasileiro Roberto Blois.

Até Miro Teixeira, nosso ministro das Comunicações, foi convidado pela ITU e aceitou. E, assim sendo, falará na abertura da Telecom World. Que bom!



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Gates, da Microsoft, propõe blogs como ferramenta de negócios

12:37 21/05

Reuters





REDMOND, Estados Unidos - O presidente do conselho da Microsoft, Bill Gates, muitas vezes sobe aos palanques para falar sobre o futuro da tecnologia de software, mas na quinta-feira ele fez uma palestra a executivos de negócios afirmando que os blogs e a maneira pela qual eles são distribuídos poderiam ser usados como ferramentas de comunicação empresarial.




"O que os blogs e as notificações significam é que se torna muito fácil se comunicar", disse Gates aos executivos, reunidos na sede da Microsoft para a conferência anual de presidentes-executivos que a empresa promove.

Os comentários de Gates sobre a tecnologia dos blogs foram os mais extensos já realizados até agora pelo encarregado da arquitetura de software da Microsoft, o que sinaliza que a maior produtora de software do mundo está despertando para o potencial dos diários eletrônicos como ameaça potencial e como nova oportunidade de negócios.

Os blogs existem já há diversos anos, e servem como uma forma fácil e prática para os usuários publicarem conteúdo na Web, que na maioria das vezes varia de divagações pessoais a resenhas de produtos e comentários sociais.

O crescimento no número de blogs e de pessoas que os lêem, porém, está atraindo mais atenção das empresas como forma de comunicação direta com seus funcionários, parceiros e clientes. Isso se deve em parte à forma pela qual os blogs empurraram a adoção de outra tecnologia, conhecida como Really Simple Syndication (RSS), que permite que leitores de blogs acompanhem as informações postadas mais recentemente sem terem de percorrer uma longa lista de home pages. Em lugar disso, muitos usuários assinam listas de blogs em RSS, para que possam ler os posts atualizados quando surgem.

Gates descreveu à sua audiência, que incluía Warren Buffett, Jeff Bezos, Michael Dell, Carly Fiorina, Barry Diller e outros importantes executivos, de que forma os blogs funcionavam, e sugeriu que poderiam ser usados como ferramenta para que as empresas se comuniquem com seus clientes.

"Eles permitem evitar as inconveniências do email e dos sites na Web", disse Gates. "Estamos melhorando cada vez mais, quanto a isso." De fato, a Amazon, da qual Bezos é presidente-executivo e co-fundador, começou a oferecer um serviço RSS alguns meses atrás, permitindo que os usuários assinem para receber anúncios de novos produtos colocados à venda pela líder do varejo na Web.

Novo campo de batalha

A Microsoft, que tem cerca de 700 funcionários "blogueiros" que conversam sobre seus produtos e software em desenvolvimento, está abraçando os blogs e a tecnologia RSS porque são ao mesmo tempo uma ameaça potencial e uma oportunidade, disse o analista da Jupiter Research, Joe Wilcox.

Uma vez que os blogs, e muitas das ferramentas necessárias para se publicá-los, podem trabalhar de maneira independente do Windows, eles podem ser usados para deixar o sistema operacional da gigante de lado, ameaça semelhante à representa pela Netscape durante os primeiros anos da World Wide Web.

"Se eu sou a Microsoft e meu objetivo fundamental é vender mais cópias do Windows, eu tenho que estar envolvido nisso (blogs)", disse Wilcox, que também escreve um diário online chamado "Microsoft Monitor".

Um novo competidor da Microsoft, o Google, também aliou-se aos blogs, enxergando uma oportunidade de conseguir entregar mais informação a internautas e faturar em cima disso.

O Google, a principal ferramenta de busca da Internet, recentemente atualizou o serviço Blogger, comprado em 2003, acrescentando recursos que permitem aos usuários publicarem conteúdo de qualquer aparelho capaz de mandar emails, como telefones celulares e computadores de mão. Em vez do RSS, entretanto, o Google está promovendo uma tecnologia rival chamada Atom.






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